Segundo caso suspeito de meningite é investigado em Rolim de Moura após morte de estudante

Professora teve contato próximo com adolescente que morreu em Ji-Paraná

As autoridades de saúde seguem investigando o segundo caso suspeito de Meningite registrado em Rolim de Moura, interior de Rondônia. A paciente é professora do adolescente Eduardo Nascimento, de 14 anos, que morreu na última segunda-feira (11), em um hospital de Ji-Paraná, também com suspeita da doença.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Cacoal, existe relação epidemiológica entre os dois casos, já que ambos tiveram contato próximo antes do surgimento dos sintomas.

A professora, que atua na Escola Carlos Drummond de Andrade, está internada no Hospital Regional de Cacoal (Heuro). De acordo com a secretaria, o estado de saúde dela é considerado estável, mas o caso ainda depende da conclusão dos exames laboratoriais para confirmação do diagnóstico.

A suspeita inicial é de meningite bacteriana, considerada uma das formas mais graves da doença. No entanto, o tipo específico ainda não foi confirmado pelas equipes médicas, já que o resultado laboratorial segue pendente.

A Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia acompanha o caso e reforçou o monitoramento epidemiológico na região.

O que é meningite?

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, bactérias, fungos, parasitas e até reações inflamatórias relacionadas a medicamentos ou outras condições clínicas.

As formas bacterianas costumam ser mais graves e podem provocar sequelas neurológicas, perda auditiva, comprometimento motor e até morte, especialmente em crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • febre alta;
  • dor de cabeça intensa;
  • vômitos;
  • rigidez na nuca;
  • sonolência;
  • manchas avermelhadas pelo corpo;
  • alterações neurológicas.

Meningite meningocócica

Uma das formas mais conhecidas da doença é a meningite meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis. A infecção pode atingir pessoas de qualquer idade e possui potencial de transmissão por contato próximo e secreções respiratórias.

Segundo o Ministério da Saúde, as meningites bacterianas e virais são consideradas prioritárias para vigilância em saúde pública devido ao risco de surtos.

Vacinação é principal forma de prevenção

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacinas que ajudam a prevenir os principais tipos de meningite. Entre elas estão:

  • vacina meningocócica conjugada;
  • vacina pneumocócica 10-valente;
  • vacina pentavalente.

As doses fazem parte do calendário nacional de vacinação infantil.

Tratamento

O tratamento varia de acordo com o agente causador da doença.

Nos casos virais, normalmente são adotadas medidas para controle dos sintomas, como febre e dores. Já as meningites bacterianas exigem atendimento imediato e uso de antibióticos em ambiente hospitalar.

As autoridades de saúde orientam que pessoas com sintomas compatíveis procurem atendimento médico rapidamente, já que o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir riscos de agravamento e transmissão.

Fontes: G1 Rondônia
Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Porto Velho e Vitória

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