O empresário Henzo Alexandre Souza Amaro, de 24 anos, segue desaparecido dez dias após o naufrágio de uma embarcação no rio Machado, em Machadinho d’Oeste. O acidente deixou cinco vítimas. Quatro corpos já foram encontrados pelas equipes de resgate.
Morador de Ariquemes, Henzo havia se casado em julho de 2025 com Natália Gaienski. O casal espera o primeiro filho, e a esposa do empresário está grávida de sete meses.
Desde o desaparecimento, familiares utilizam as redes sociais para pedir informações e cobrar a retomada das buscas, encerradas oficialmente pelo Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia na terça-feira (5), após cinco dias de operação.
Durante entrevista à Rede Amazônica, Natália pediu que qualquer informação seja repassada às autoridades, mesmo de forma anônima.
“Se alguém tiver uma informação, uma pista, pode ser anônima. A gente continua ouvindo pessoas e tentando entender o que aconteceu”, afirmou.
A família acredita na possibilidade de Henzo ter conseguido sair da embarcação e entrado em uma área de mata próxima ao local do acidente. Segundo parentes, a ausência do corpo levanta dúvidas sobre as circunstâncias do naufrágio.
A irmã do empresário afirmou que existe a hipótese de Henzo ter nadado até a margem e se perdido na floresta.
A Polícia Civil informou que solicitou apoio especializado ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), da Polícia Militar, à 17ª Brigada de Infantaria de Selva, do Exército, e também à Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) para reforçar as buscas em áreas de mata.
Naufrágio ocorreu em área de forte correnteza
O acidente aconteceu no dia 30 de abril, quando uma embarcação virou em uma região do rio Machado conhecida pela forte correnteza. O local fica a cerca de 80 quilômetros da zona urbana de Machadinho d’Oeste e é frequentado por pescadores e turistas.
No sábado (2), quatro corpos foram localizados e liberados para sepultamento. Desde então, as buscas passaram a se concentrar exclusivamente em Henzo Alexandre Souza Amaro, única vítima ainda desaparecida.
Ao longo da operação, bombeiros, voluntários e familiares utilizaram embarcações, drones e equipamentos de varredura no rio para tentar localizar o empresário.
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Fontes: G1 Rondônia e SGC
Guilherme Pacheco, da redação da Jovem Pan News Porto Velho e Vitória


