Trump declara emergência nos aeroportos dos EUA e garante pagamento de agentes

Agentes da TSA vinham trabalhando sem salário desde o início do impasse orçamentário

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou emergência nos aeroportos do país e assinou uma ordem executiva para autorizar o pagamento imediato de agentes da segurança aeroportuária em meio à paralisação parcial do governo federal.

A medida atinge diretamente funcionários ligados ao departamento de segurança interna, especialmente agentes da TSA, que vinham trabalhando sem salário desde o início do impasse orçamentário.

Segundo dados reportados por agências internacionais, mais de 50 mil agentes da TSA foram afetados pela suspensão de pagamentos. Em alguns aeroportos, a taxa de ausência chegou a 35% a 45% do efetivo, impactando diretamente as operações.

O efeito foi imediato: passageiros enfrentaram filas superiores a duas horas, atrasos generalizados e aumento no número de voos cancelados. Autoridades também confirmaram que centenas de agentes pediram demissão desde o início da crise, agravando ainda mais a escassez de pessoal.

A decisão do governo ocorre após semanas de impasse no Congresso sobre o financiamento do Departamento de Segurança Interna. Democratas e republicanos seguem sem acordo, principalmente em temas ligados à política de imigração.

Com a ordem executiva, a Casa Branca busca liberar recursos emergenciais para garantir os pagamentos, mesmo sem aprovação legislativa. A medida é vista como uma tentativa de conter o colapso do sistema aeroportuário e evitar impactos mais amplos na economia e na mobilidade nacional.

Especialistas em direito constitucional alertam que a ação pode enfrentar desafios legais, já que o uso de verbas federais normalmente depende de autorização do Congresso. Ainda assim, o governo argumenta que a situação nos aeroportos configura uma emergência nacional.

Enquanto isso, o setor aéreo continua sob pressão. Companhias relatam aumento nos custos operacionais, queda na eficiência e risco de interrupções mais graves caso a crise se prolongue.

A ordem já está em vigor e representa uma escalada na resposta do governo, que recorre a poderes emergenciais para manter um dos sistemas mais críticos do país funcionando.

 

 

Por Eliseu Caetano, da redação da Jovem Pan

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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