Polícia investiga esquema de cobranças falsas no Ipam durante gestões anteriores

Operação Sutura investiga fraudes em contratos do Ipam, com 14 mandados cumpridos em Porto Velho e Guajará-Mirim.

Uma auditoria interna iniciada no início de 2025 pela Prefeitura de Porto Velho resultou na deflagração da Operação Sutura, que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (16), em Porto Velho e no município de Guajará-Mirim.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco 2), da Polícia Civil de Rondônia, após o envio de informações pelo Executivo municipal apontando suspeitas de fraudes em contratos ligados ao Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município (Ipam).

Segundo a apuração, as irregularidades teriam ocorrido entre 2020 e 2024 e envolveriam servidores públicos e particulares, com indícios de manipulação de sistemas internos, duplicação de guias médicas e autorizações de pagamentos indevidos. Uma empresa de fonoaudiologia que prestava serviços ao município é investigada por cobrar por procedimentos cirúrgicos não realizados, apesar de não possuir autorização contratual para esse tipo de serviço.

As investigações começaram em 2024, após servidores identificarem descontos indevidos em contracheques referentes a procedimentos médicos que não haviam sido realizados. Em um dos casos apurados, consta o lançamento de uma cirurgia de retirada de útero registrada cinco vezes para a mesma paciente.

Com base nos elementos reunidos, a Justiça determinou, além das buscas, o afastamento de servidores de suas funções e o bloqueio de bens dos investigados, como forma de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Ao tomar conhecimento dos indícios apontados pela auditoria, o prefeito Léo Moraes determinou o imediato encaminhamento das informações às autoridades policiais, o que contribuiu para o avanço das investigações. A Prefeitura informou que irá solicitar o detalhamento do material apreendido para adoção de medidas administrativas e legais, caso sejam identificados resquícios das práticas investigadas na estrutura municipal.

Em nota, o município afirmou que os fatos sob investigação ocorreram na gestão anterior e que a atual administração colabora integralmente com a Polícia Civil, reforçando o compromisso com a transparência, o fortalecimento dos controles internos e a correta aplicação dos recursos públicos.

A operação contou com apoio do Departamento de Combate à Corrupção (Decco), do Gaeco/MPRO, da Core/PCRO e de outras unidades policiais.

*Com informações da assessoria de comunicação

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